As vendas de híbridos plug-in seguem ganhando tração na Europa. Em janeiro, esse tipo de motorização foi o que mais avançou na comparação anual: alta de 32,2%, com 99 654 unidades vendidas, de acordo com dados da ACEA.
Crescimento dos híbridos plug-in na Europa em janeiro
Entre os países europeus, os maiores saltos percentuais apareceram na Islândia (+235,1%), na Itália (+134,2%), na Hungria (+105,8%) e na Estônia (+101,3%). Considerando os principais mercados do continente, somente a França anotou uma leve retração (-0,6%).
Ranking de vendas: BYD Seal U DM-i e Jaecoo 7 à frente
A demanda por híbridos plug-in na Europa continua forte, mas quem dita o ritmo no topo não é europeu. O BYD Seal U DM-i fechou janeiro como o híbrido plug-in mais vendido no continente, ampliando a liderança alcançada em 2025. Foram 7069 unidades registradas, o que equivale a um crescimento de 258,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O destaque inesperado ficou por conta de outro modelo chinês: o Jaecoo 7 subiu para a segunda colocação, com 4438 unidades (+822,7%). Com isso, o Volkswagen Tiguan foi empurrado para o terceiro lugar. O modelo teve queda de 14,5% frente a janeiro de 2025, somando 3632 unidades emplacadas - praticamente metade das vendas do BYD Seal U.
Confira os 10 híbridos plug-in mais vendidos em janeiro de 2026 na Europa:
O Volkswagen Tiguan não foi o único híbrido plug-in a perder volume. O Volvo XC60, que aparece em quarto, teve a maior queda dentro do Top 10 (-28,3%). Já o Toyota C-HR, na sétima posição, recuou 3%.
Por outro lado, há sinais positivos entre os modelos não chineses. Os premium Mercedes-Benz GLC (5ª pos.) e BMW X3 (8ª pos.) cresceram de forma relevante: 64,9% e 63,1%, respectivamente. O Ford Kuga, o Hyundai Tucson e o Skoda Kodiaq também avançaram, embora em ritmo mais contido: 9%, 17,8% e 17,6%, nessa ordem.
Contornar as tarifas
Depois que a União Europeia anunciou tarifas de até 35%, somadas aos 10% já existentes, sobre os elétricos produzidos na China, diversas montadoras chinesas reagiram rapidamente ao lançar no mercado outras motorizações fora do alcance dessas tarifas. Entre as alternativas, ganharam destaque os híbridos plug-in, capazes de contornar essa “punição” comercial.
Enquanto os EUA escolheram impor tarifas de 100% sobre todos os veículos importados da China, a UE seguiu uma linha mais seletiva. Se os veículos elétricos foram fortemente penalizados, os híbridos, híbridos plug-in e até modelos apenas com motor a combustão fabricados na China continuam sujeitos somente à tarifa padrão de 10%.
Essa diferença regulatória tornou os híbridos plug-in especialmente interessantes para os fabricantes chineses, já que permite manter a competitividade no mercado europeu. Como resultado, marcas como BYD e Jaecoo aceleraram a oferta desse tipo de modelo, colocando-os à venda com preços mais competitivos do que os rivais e aproveitando a oportunidade para ganhar participação de mercado e elevar as vendas.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário