O grupo Renault acaba de revelar seu novo plano estratégico, batizado de futuREady. No caso da marca Renault, a diretriz é encerrar, na Europa, a comercialização de carros 100% a combustão. Para a Dacia, o plano também traz mudanças relevantes - e uma novidade de peso: o Striker, um SUV com preço de entrada abaixo de 25 000 euros, previsto em versões híbrida, híbrida 4×4 e a GPL (gás liquefeito de petróleo).
Dacia Striker: SUV multienergia reforça a ofensiva no segmento C
Com a chegada do Striker, a Dacia dá continuidade ao avanço no segmento C ao colocar no mercado um crossover multienergia com 4,62 m de comprimento. A proposta é completar o portfólio com modelos de posicionamento mais alto, sem abrir mão da oferta em diferentes tecnologias: híbrido, híbrido 4×4 e GPL.
A primeira exibição do Striker aconteceu durante o anúncio oficial do futuREady, mas a apresentação completa do modelo está marcada para junho. Mesmo assim, a Dacia já adiantou um dado crucial: o valor inicial ficará abaixo de 25 000 euros.
Preço, comparação com Bigster e Duster e posicionamento da linha
A sinalização de preço chama atenção porque o Bigster (considerado o “irmão maior” do Duster) é vendido hoje por 24 990 euros na configuração de hibridização leve com GPL - e o modelo vem em alta, tendo ultrapassado 100 000 unidades comercializadas. Já o Duster parte de 19 990 euros.
Design do Striker e ambição de subida de patamar
O visual do Striker se destaca por representar um novo passo na evolução de posicionamento da Dacia, principalmente pelo desenho externo. Em comparação com Bigster e Duster, ele eleva o nível, em especial na dianteira e na traseira, onde as linhas aparecem mais sólidas e os acabamentos parecem mais caprichados. A lateral segue um traço mais tradicional, remetendo tanto aos outros SUVs da Dacia quanto à herança da Renault.
“Striker encarna a ambição da Dacia de tornar a mobilidade eletrificada acessível no segmento C. Sua silhueta ousada e sua aerodinâmica eficiente demonstram uma abordagem de engenharia pragmática, centrada nas necessidades reais dos clientes e no uso do dia a dia”, explica a Dacia.
Dacia acelera no elétrico com 4 novos modelos
A estratégia prevê intensificar a eletrificação da gama Dacia para que, até 2030, os veículos eletrificados representem dois terços das vendas da marca. Em paralelo, o grupo Renault projeta que a Dacia passe de 1 para 4 modelos elétricos e que a marca esteja orientada à mobilidade elétrica, também até 2030.
Entre os futuros lançamentos, é esperada uma “prima” do Twingo elétrico mostrado pela Renault - o elétrico mais barato da marca -, o que pode permitir à Dacia atacar com força o nicho de elétricos de baixo custo.
Do ponto de vista do plano, a Dacia mantém sua filosofia ao oferecer “a oferta mais competitiva em termos de preço, de custo e de valor para os clientes.” A marca também seguirá apostando nos veículos do segmento C, que devem responder por um terço das vendas em 2030. Além disso, a Dacia do grupo Renault pretende sustentar seu crescimento nos próximos anos com base na experiência em 4×4, nos híbridos E-Tech e nos veículos a GPL. Vale lembrar que esse ciclo acontecerá sem Denis Le Vot, que deixou o cargo de chefe da Dacia no verão do ano passado.
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