Uma resposta que, muito provavelmente, não vai corresponder ao que muita gente esperava.
Guerra no Irã e alta do petróleo: efeito imediato nos combustíveis
O choque foi rápido e chamativo. Pouco depois do início da guerra no Irã, as cotações do petróleo dispararam e, quase ao mesmo tempo, os preços dos combustíveis na bomba seguiram a mesma tendência na França. No caso do diesel, por exemplo - que costuma ser o combustível mais barato - o aumento já se aproxima de 30 centavos por litro.
Fiscalizações para combater abusos
Para muitos franceses, essa transferência de alta para o consumidor aconteceu depressa demais. Tentando acalmar os ânimos sobre um tema que virou prioridade, o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, falou neste domingo, 8 de março. Ele anunciou uma ação para conter excessos na forma como o setor repassa a subida do preço do petróleo aos clientes:
"A guerra no Oriente Médio não pode servir de pretexto para aumentos abusivos dos preços na bomba. A meu pedido, um plano excepcional de 500 fiscalizações será realizado, nos postos de combustível, entre segunda e quarta-feira, pela repressão a fraudes (DGCCRF). É o equivalente a um semestre inteiro do plano de fiscalização habitual, feito em apenas três dias. Agradeço a todos os agentes mobilizados para proteger os franceses contra essas práticas abusivas."
Ainda assim, fica a dúvida: isso bastará? Há motivos para ceticismo. A oposição, a uma semana do primeiro turno das eleições municipais, já endurece o tom. O Reagrupamento Nacional (RN) defende reduzir a TVA e a accise sobre produtos petrolíferos caso a escalada continue.
Propostas políticas e a resposta do governo (TVA, accise e bloqueio de preços)
No Parlamento, o presidente da Comissão de Finanças da Assembleia Nacional, Eric Coquerel (LFI), pede que o governo considere um "congelamento dos preços da gasolina se a situação perdurar".
Por enquanto, porém, essas sugestões esbarram na recusa do governo. A ministra delegada de Energia, Maud Bregeon, considerou inconcebível reduzir os impostos sobre a gasolina, argumentando que isso abriria um rombo de cerca de 20 bilhões de euros no orçamento do Estado.
Como pagar mais barato na bomba?
Infelizmente, a perspectiva é de novas altas no curto prazo. No momento em que estas linhas são escritas, o barril do Brent - referência do setor - está perto de 108 dólares e tende a avançar, já que não se desenha uma solução rápida para a guerra no Irã.
Nesse cenário, e enquanto não surgem possíveis medidas do governo para apoiar os consumidores, resta recorrer ao improviso do dia a dia. Publicamos recentemente um artigo que lista quatro aplicativos para comparar preços entre postos. A lógica é, sempre que possível, usar a concorrência para reduzir o impacto no bolso.
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