Pular para o conteúdo

Xiaomi e SU7: estratégia de crescimento para chegar ao TOP5 em 15 a 20 anos

Carro elétrico azul Xiaomi SU7 em exposição, com carregador ao lado, em ambiente interno moderno com janelas grandes.

O cenário dos carros elétricos anda longe de ser simples. Mesmo assim, a Xiaomi parece decidida a avançar nesse setor a «todo o custo» - literalmente.

Segundo Alain Lam, diretor financeiro da Xiaomi, agora a companhia chinesa está “mais focada no crescimento do que no lucro”.

A meta central é, ao longo dos próximos 15 a 20 anos, entrar no TOP5 entre os fabricantes de carros elétricos, no mesmo patamar de marcas como Tesla e BYD.

“Acreditamos que aumentar a escala de produção irá trazer lucro no futuro. Neste momento, só temos um modelo em comercialização (SU7), e está longe daquilo a que chamamos rentabilidade.”
Alain Lam, diretor financeiro da Xiaomi

Ganho ou perda?

O desempenho comercial do SU7 - que em pouco mais de 24h somou cerca de 100 mil reservas e esgotou a produção prevista para este ano - virou combustível para Lei Jun, fundador da empresa.

Jun se comprometeu a investir cerca de 9 bilhões de euros na indústria automotiva, com o objetivo de repetir o êxito alcançado no segmento de smartphones. Por isso, a estratégia de negócio tende a seguir uma lógica muito parecida.

Apesar desse impulso, a Xiaomi contabilizou até aqui um prejuízo líquido de 1,8 bilhão de yuans (cerca de 226 milhões de euros) no segundo trimestre deste ano, com apenas 27 307 veículos entregues.

Na prática, isso equivale a uma perda de cerca de 60 mil yuan (cerca de oito mil euros) por carro - conforme estimativas feitas pela Bloomberg. Lam disse ao mesmo veículo que, por ser um projeto recente, ainda deve levar algum tempo até essas perdas começarem a se pagar.

Lei Jun não detalhou muito o que espera “depois de 2024”. Ainda assim, elevou a meta que antes era de 100 000 unidades entregues para 120 mil carros elétricos.

Já Lu Weibing, atual presidente da Xiaomi, quer que o ritmo de vendas siga acelerando nos próximos meses - e que, ao mesmo tempo, as perdas diminuam.

Novos modelos em desenvolvimento

Para ampliar o portfólio e deixá-lo mais competitivo, a Xiaomi já trabalha em novos modelos. Um dos próximos, com chegada prevista ao mercado em 2025, deverá ser um SUV com dimensões semelhantes às do Tesla Model Y, de acordo com o que informou a Bloomberg News.

“Nós temos a intenção de expandir globalmente, embora, por enquanto, estejamos a tentar «saciar» a procura na China”.
Alain Lam, diretor financeiro da Xiaomi

Então e o mercado europeu?

O Xiaomi SU7 ainda não chegou ao mercado europeu, já que a marca segue atendendo à forte demanda pelo modelo na China.

Mesmo assim, o carro já apareceu em exibição em Paris, durante os Jogos Olímpicos, e também na Alemanha, no circuito de Nürburgring. A Xiaomi afirma que o SU7 será vendido globalmente, mas ainda não divulgou datas.

Com as tarifas temporárias aplicadas a elétricos fabricados na China, seria natural esperar que a Xiaomi tivesse mais cautela ao mirar a Europa. No entanto, a empresa não parece recuar: ela estaria “estudando como trazer os seus modelos para este continente.”

Fonte: Bloomberg


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário