Protótipo em tamanho real e cronograma
A norueguesa Noemi Aerospace começou a fabricar um protótipo em tamanho real do Noemi, sua aeronave anfíbia totalmente elétrica com capacidade para nove ocupantes.
A meta é realizar o voo inaugural até o fim de 2027, recorrendo a um sistema de propulsão desenvolvido pela própria empresa e montado a partir de componentes automotivos disponíveis no mercado.
Antes de se chamar Noemi Aerospace, a empresa era conhecida como Elfly Group. A equipe recebeu um aporte de US$ 10 milhões do governo de Oslo e pretende iniciar o processo de certificação com uma versão de produção do seu projeto bimotor, mirando o começo das operações em 2031. A companhia fica em Sandefjord Torp, na Noruega.
Plataforma Noemi Aerospace e aplicações previstas
Além da configuração comercial, a Noemi Aerospace definiu um plano abrangente para a plataforma, com variantes voltadas a diferentes usos. Entre eles estão reconhecimento militar, combate a incêndios e atividades esportivas de paraquedismo, viabilizadas pela adição de um trem de pouso convencional.
“Desde o começo, o Noemi foi pensado para ser mais que uma simples aeronave”, explica o fundador e CEO Eric Lithun. “Estamos desenvolvendo uma plataforma que pode evoluir para atender diversos mercados.”
Propulsão elétrica e desafios de engenharia
O protótipo, batizado de “TAC1”, será equipado com um sistema de propulsão próprio que utiliza peças de carros de alta performance, enquanto a versão certificada pode vir a empregar um sistema homologado.
De acordo com o diretor de tecnologia, Tomas Brodreskift, as necessidades energéticas do sistema elétrico do Noemi são parecidas com as de um automóvel - em contraste com um eVTOL, cuja demanda de energia é muito maior.
A empresa já colocou em testes um modelo em escala reduzida, operado por controle remoto, e vem trabalhando para vencer desafios de projeto, como reduzir o borrifo e o arrasto na água e redesenhar a cabine.
O propósito é entregar um anfíbio elétrico eficiente e acessível, capaz de substituir aeronaves turboélice tradicionais adaptadas para operar na água - caso do De Havilland Canada Twin Otter e do Cessna Caravan - que não foram concebidas para minimizar o arrasto adicional.
A Noemi Aerospace vê espaço para hidroaviões mais econômicos e eficientes, sobretudo para conectar comunidades costeiras isoladas, como os fiordes da Noruega ou a região do Noroeste do Pacífico. O Noemi terá um alcance estimado de 200 km (108 milhas náuticas) transportando até nove passageiros.
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