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EPA decreta o fim do sistema start-stop nos EUA

Carro elétrico branco, esportivo, em showroom moderno com piso brilhante e janelas grandes.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (Environmental Protection Agency, EPA) tomou uma decisão que, na prática, soa como uma sentença de morte para o sistema start-stop no país. O motivo é a eliminação dos créditos de economia de combustível “fora de ciclo” - mecanismos que funcionavam como incentivo regulatório para as fabricantes adotarem essa tecnologia nos veículos.

Mudança da EPA e o fim dos créditos que incentivavam o sistema start-stop

A medida entra em um pacote mais amplo que revoga a Declaração de Perigo de Gases de Efeito Estufa (GEE) de 2009, estabelecida no governo Barack Obama. Com isso, também ficam anulados os regulamentos federais de emissões que vieram depois, aplicáveis a veículos e motores dos anos-modelo (model year) de 2012 a 2027 e posteriores - conforme descrito no comunicado oficial.

Em declarações na Casa Branca, o administrador da EPA, Lee Zeldin, argumentou que a reformulação das regras pode ajudar o consumidor a economizar, em média, 2400 dólares - cerca de 2000 euros - na compra de um carro novo.

O start-stop, descrito pelo governo como um recurso “quase universalmente odiado”, deixa de receber benefícios dentro do arcabouço regulatório federal, o que devolve às montadoras a liberdade de oferecer modelos sem esse sistema.

“Como um bónus adicional, o crédito regulatório atribuído fora dos testes oficiais de emissões ao sistema start-stop foi removido”.
Lee Zeldin, administrador da EPA

Em nota, a agência declarou que “os construtores não devem ser forçados a adotar ou ser recompensados por tecnologias que são um mero troféu climático de participação sem benefício material”. A EPA acrescenta ainda que “o anúncio de hoje encerra todos os créditos fora do ciclo normal de emissões, elimina os incentivos da EPA para o botão start-stop e restaura a liberdade de escolha do consumidor”.

Sistema start-stop vai desaparecer?

Não há, neste momento, uma proibição formal ao start-stop. Ainda assim, a permanência do sistema passa a depender muito mais da estratégia comercial das marcas do que de exigências impostas pelo governo.

Custos do start-stop e o impacto nas decisões das montadoras

Com as novas diretrizes, abre-se espaço para que as fabricantes simplifiquem seus carros. O start-stop costuma exigir componentes mais caros - como baterias reforçadas e motores de partida mais robustos -, elevando custos de produção. Sem os incentivos regulatórios, as marcas podem optar por cortar essa despesa para tornar os preços dos modelos mais competitivos.

Nesse cenário, o start-stop tende a perder importância e pode, adiante, deixar de ser item de série - ou até sumir completamente - em futuros modelos vendidos no mercado estadunidense.

O que é o sistema start-stop?

O sistema start-stop foi criado para ajudar a reduzir médias de consumo e emissões em uso urbano. Sempre que o carro para - por exemplo, em um semáforo - o motor é desligado automaticamente e volta a funcionar quando o motorista solta o pedal do freio ou aciona a embreagem.

Em ciclos de homologação, essa função pode diminuir ligeiramente o consumo declarado e, por consequência, as emissões oficiais de dióxido de carbono (CO2).

Por que o sistema start-stop segue relevante na União Europeia

Vale destacar que essa decisão se restringe aos EUA. Na União Europeia, o objetivo regulatório não é atingir médias de consumo como no regulamento CAFE dos EUA, mas cumprir metas de emissões de CO2. Por isso, o sistema start-stop continua sendo uma ferramenta relevante para as montadoras atenderem aos limites definidos por Bruxelas.

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