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Geely i-HEV na China: híbridos voltam e prometem 2,22 l/100 km

Carro esportivo elétrico branco futurista exibido em ambiente interno moderno.

A China está ajustando a estratégia. Com a retirada gradual dos incentivos aos veículos eletrificados e uma postura mais neutra diante das diferentes soluções de propulsão, os híbridos convencionais voltaram a ganhar fôlego no país - pelo menos até 2040.

É nesse cenário que a Geely, marca que deve chegar em breve a Portugal pelas mãos do grupo Salvador Caetano - que já reúne em seu portfólio nomes como XPeng, Dongfeng, Voyah e BYD (citando apenas as chinesas) - revelou uma nova família de conjuntos híbridos chamada i-HEV.

Essa “reabilitação” dos híbridos é apresentada com um número fácil de assimilar: consumo de apenas 2,22 litros a cada 100 km. Foi esse o resultado divulgado pela Geely para um Emgrand equipado com o novo sistema i-HEV, em uma marca certificada pelo Guinness World Records.

48,41% de eficiência térmica

Para quem prefere a leitura pelos dados técnicos, outro número chama atenção: 48,41% de eficiência térmica, índice que a fabricante afirma ser o mais alto do mundo entre motores a gasolina de produção em massa.

Mais importante é que a Geely não tratou a novidade como um experimento de laboratório. A empresa a apresentou como uma tecnologia pronta para ser fabricada em escala.

O sistema também combina uma unidade elétrica com 230 kW (313 cv) de potência máxima e registra aceleração de 0 a 30 km/h em 1,84 segundos. Não é exatamente um dado feito para “impressionar os amigos”, mas ajuda a traduzir a proposta do i-HEV: consumir pouco sem transmitir sensação de apatia. A Geely acrescenta que a tecnologia foi pensada para trabalhar com motores 1,5 litro (aspirado e turbo) e 2,0 litros turbo, sempre em conjunto com uma unidade elétrica.

Qual é o segredo?

Ao que tudo indica, nem mesmo o motor a combustão ficou fora da onda de sistemas apoiados por inteligência artificial. Segundo a Geely, o i-HEV é o primeiro sistema híbrido da marca a usar o Starwise AI Cloud Power 2.0, um large model responsável por gerenciar em tempo real a interação entre o motor térmico e a parte elétrica.

Em parceria com a arquitetura eletrônica GEEA 3.0, o sistema avalia continuamente variáveis como temperatura, umidade, altitude e condições de tráfego para definir, a cada instante, a estratégia mais eficiente.

A marca chinesa afirma que essa gestão de energia assistida por inteligência artificial melhora a eficiência global do conjunto em mais de 10%.

Pronto para produção

Os primeiros modelos já anunciados com a tecnologia são o sedã Xingrui i-HEV - vendido em alguns mercados como Preface - e o SUV Xingyue L i-HEV, equivalente ao Monjaro. No primeiro, a Geely declara 3,98 l/100 km no ciclo WLTC (parte do protocolo WLTP). No segundo, 4,75 l/100 km. Não são os 2,22 l/100 km obtidos pelo Geely Emgrand, mas seguem sendo números relevantes.

Resta ver como esse novo sistema híbrido vai se sair diante das soluções hoje mais fortes no mercado - entre elas, Toyota, Hyundai, BYD, Renault e Nissan. Isso porque o ciclo WLTP (referência na Europa) é menos permissivo e, ainda assim, modelos como Toyota RAV4 Hybrid, Renault Austral full hybrid E-Tech e Nissan Qashqai e-Power, entre outros, já declaram consumos abaixo de 5 litros a cada 100 km.

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