Algumas montadoras envelhecem muito melhor do que outras. E, quando o assunto é rodar mais de 500.000 quilômetros sem dar dor de cabeça, há uma marca que se destaca com clareza.
"Já vi Toyota Yaris com mais de 500.000 quilômetros no odômetro que ainda rodavam como no primeiro dia." Em julho passado, o Le Figaro conversou com vários inspetores de inspeção veicular para tentar esclarecer, de uma vez por todas, quais marcas vale a pena priorizar e quais é melhor evitar. Em centros onde passam diariamente dezenas de carros com problemas, esses profissionais acabam separando, na prática, os bons alunos dos campeões de oficina.
A vivência no dia a dia combina com os resultados de estudos recentes feitos na Europa. Para os inspetores, não há muita discussão: Toyota e sua divisão de luxo Lexus lideram com folga o ranking de fiabilidade. Isso também aparece numa pesquisa com 30.000 motoristas europeus, na qual a Lexus fica em primeiro lugar com nota 9,6 de 10.
Toyota reina absoluta em fiabilidade
A liderança da Toyota não é coincidência. A montadora japonesa construiu a reputação com uma ideia simples: colocar a durabilidade à frente da sofisticação. Em geral, seus motores são menos complexos do que os de muitas marcas europeias - e é justamente essa simplicidade que joga a favor.
Toyota Yaris e Prius: a escolha de quem roda muito
Essa postura mais prática fica evidente em modelos marcantes como Yaris e Prius. Eles são muito valorizados por motoristas profissionais, como taxistas de Paris, porque conseguem acumular quilômetros sem perder fôlego. "Um táxi que roda 100.000 quilômetros por ano não pode se dar ao luxo de quebrar toda hora", destaca o técnico. Basta observar quais carros os profissionais escolhem para ter uma pista de quais marcas tendem a ser mais confiáveis.
No fundo, isso também se explica por uma cultura industrial diferente, em que a qualidade pesa mais do que a rentabilidade de curto prazo.
As marcas europeias em dificuldade
Diante desse domínio asiático, várias fabricantes europeias têm dificuldade para acompanhar. Entre as francesas, o atraso preocupa. A Renault é frequentemente citada por falhas mecânicas, enquanto a Stellantis atravessa um período muito ruim desde o fiasco dos motores 1,2 PureTech, os problemas de cristalização do AdBlue e, ainda, as questões ligadas ao airbag Takata.
O que o levantamento da Leocare mostra sobre panes
Esse desempenho fraco encontra um respaldo concreto no estudo da seguradora Leocare. Ao analisar quase 10.000 solicitações de assistência, a Renault aparece com a “medalha de ouro” em panes, seguida de perto pela Peugeot. E há até uma piada recorrente nas oficinas: "enquanto houver Renault, haverá trabalho".
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