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Xpeng apresenta VLA 2.0 e Morgan Stanley alerta as montadoras americanas

Carro elétrico branco com portas abertas estilo asas de gaivota em showroom moderno com painel digital ao fundo.

A Xpeng acaba de apresentar uma inteligência artificial capaz de dirigir sozinha - sem mapas, sem GPS e com um nível de erro descrito como quase inexistente. E o Morgan Stanley faz um alerta direto: as montadoras americanas têm bons motivos para se preocupar.

Xpeng VLA 2.0: a nova IA de direção autônoma

Listada nas bolsas de Nova York e Hong Kong, a montadora chinesa revelou o VLA 2.0 durante o seu Media Experience Day, em 2 de março. Segundo a empresa, trata-se do seu modelo de IA de condução autônoma de nova geração, treinado com cerca de 100 milhões de sequências de vídeo - o equivalente a 65.000 anos de direção humana.

O CEO da Xpeng, He Xiaopeng, afirma que o VLA 2.0 - cujo lançamento já começou - está à frente dos concorrentes por um fator de cinco nos principais indicadores: taxa de intervenção humana, suavidade ao dirigir e amplitude do perímetro de uso suportado. A companhia diz inclusive que robotáxis 100% autônomos vão circular nas ruas de Guangzhou, grande cidade portuária da China, antes do fim do ano. A declaração chamou a atenção de Wall Street.

Como o VLA 2.0 funciona: Vision–Implicit Token–Action

O VLA 2.0 adota a abordagem chamada Vision–Implicit Token–Action: o sistema vai diretamente das imagens captadas pelas câmaras para os comandos do veículo - como volante, travão e acelerador - sem passar por uma etapa de processamento em linguagem natural.

Com isso, a Xpeng afirma alcançar uma velocidade de inferência 12 vezes superior à da geração anterior. O comportamento ao volante é descrito como “intuitivo”, com capacidade para lidar com cenários difíceis, incluindo ruas estreitas, estradas não mapeadas e atitudes imprevisíveis de pedestres.

Morgan Stanley dá o alerta

Para o Morgan Stanley - banco de investimento americano e referência na análise global dos sectores automotivo e tecnológico - a mensagem é clara. Em nota divulgada no mesmo dia do anúncio, o banco avalia que o VLA 2.0 coloca a Xpeng muito além do papel de simples montadora, já que a tecnologia é uma peça fundamental para robotáxis e robôs humanoides, além de se encaixar na corrida pela condução autônoma de nível 3/4.

O banco também aponta que a Volkswagen seria a primeira montadora de fora a adotar o VLA 2.0, o que abre espaço para novos acordos de licenciamento com fabricantes terceiros. Nesse cenário, o Morgan Stanley avisa explicitamente as grandes marcas globais: uma onda de inovação em direção autônoma vinda da China já está em andamento. A Tesla, citada nominalmente, deve esperar uma concorrência chinesa forte. E a Xpeng, com capacidade de disputar recursos autônomos também em mercados internacionais, tende a estar no páreo.

A analista Tim Hsiao, por sua vez, mantém recomendação de sobreponderar para a ação da Xpeng, com preço-alvo de 34 dólares - o que representa um potencial de alta de 94% em relação aos níveis atuais.

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