Pular para o conteúdo

Estudo Coyote Secure 2026 aponta falsa melhora e reforça que a França segue entre os países mais atingidos por roubos de carros

Carro esportivo cinza escuro com detalhes vermelhos, exposto em ambiente interno moderno.

Um estudo recém-divulgado aponta que há, na França, uma percepção enganosa de melhora quando o assunto é criminalidade ligada a veículos.

O que traz o estudo Coyote Secure 2026 sobre roubos de carros na França

A França continua entre os países europeus mais atingidos por roubos de carros. Essa é a principal leitura do Observatório de roubos e de recuperação pós-furto Coyote Secure 2026. Para esclarecer o cenário, a empresa publica desde 2018 - em complemento aos dados oficiais do Ministério do Interior - uma pesquisa apoiada em operações de campo e no movimento do seu serviço, que equipa mais de 500 000 veículos, especialmente na França, na Bélgica e na Espanha.

O levantamento também indica que a Ilha de França segue como a região francesa mais exposta ao roubo ( 50% dos casos no parque equipado pela Coyote Secure), à frente dos Altos da França, enquanto a região do Grande Leste registra um crescimento local de 20% em um ano.

Na avaliação da Coyote, a retração do mercado de carros novos - impulsionada pela alta de preços - e a estagnação das vendas de veículos usados acabam abrindo espaço para quadrilhas recolocarem no mercado carros roubados depois de “maquiados”.

Desdobramentos internacionais e carros “maquiados”

Ao olhar com mais atenção para as práticas usadas nesses crimes, fica claro que um veículo pode ser escolhido e monitorado por uma rede durante vários dias antes do roubo. Depois de levado, ele costuma cruzar fronteiras em poucas horas, com destino a um galpão, oficina ou garagem clandestina. O estudo detalha: “Em 50% dos casos, nossas operações no exterior levam as equipes operacionais à Bélgica, 20% à Alemanha, 10% à Espanha, 5% aos Países Baixos.”

Essa “maquiagem” citada acima serve para anular praticamente todos os meios de identificação (marcação, gravação, número de série, VIN etc.). Com uma nova identidade, o carro pode voltar ao circuito legal e ser revendido a pessoas físicas.

Impacto nos preços do seguro auto

Esses roubos geram efeitos negativos tanto para seguradoras quanto para motoristas. Em cerca de dez anos, o custo médio de um sinistro por roubo mais do que dobrou ( +138% ), conforme números da entidade Seguradoras da França. Essa elevação acaba recaindo sobre os franceses, num contexto em que os prêmios do seguro seguem subindo, com aumento médio ainda em torno de 5% em 2026.

A explosão do roubo eletrônico

O estudo, bastante detalhado, aponta ainda uma disparada do roubo eletrônico. Trata-se de uma vulnerabilidade explorada para levar um carro rapidamente, sem danos aparentes. Nada menos que 9 em cada 10 veículos roubados são levados por esse tipo de método (mouse jacking, ataque por relé, furto via OBD...).

Benoit Lambert, diretor-geral da Coyote, comenta: “O valor de mercado e também o estado dos veículos roubados são pontos a considerar no momento da revenda. O roubo eletrônico permite não danificar o veículo, que assim preservará todo o seu valor quando for revendido. Nossa constatação em campo confirma isso, já que nossas equipes recuperam 93% dos veículos com pouca ou nenhuma degradação.”

O que você acha desses números e ficou surpreso com os pontos levantados por este estudo? Conte para nós nos comentários.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário