Pular para o conteúdo

Mercedes-Benz anuncia forte queda nos resultados anuais e vê 2026 difícil

Carro esportivo prata Mercedes-Benz em showroom com janelas grandes e vista de prédios ao fundo.

A Mercedes-Benz comunicou uma queda acentuada no seu desempenho anual. Com um lucro operacional 57% menor e projeções pouco animadoras para 2026, a marca da estrela de três pontas enfrenta um dos momentos mais delicados dos últimos anos.

Resultados de 2025 da Mercedes-Benz: números abaixo do esperado

Em 12 de fevereiro, a montadora apresentou números muito negativos referentes a 2025. O lucro operacional ficou em 5,8 bilhões de euros, uma queda de 57% em relação ao ano anterior, bem distante dos 6,6 bilhões de euros projetados por analistas. A receita atingiu 132,2 bilhões de euros, também em forte retração.

Crise mais ampla no setor automotivo europeu

Esse revés reforça um movimento preocupante entre grandes grupos europeus do setor. Stellantis e Volkswagen também atravessam turbulências, pressionados por obstáculos estruturais semelhantes.

Por que uma tal derrocada?

Na China, as vendas de carros da Mercedes caíram cerca de 20% em 2025. Embora seja um mercado decisivo, a empresa alemã vem sendo pressionada por marcas locais como BYD e Xiaomi, que passaram a atrair compradores com veículos elétricos repletos de tecnologia e oferecidos a preços bastante competitivos.

Eletrificação, tarifas e câmbio pesando na rentabilidade

Outro fator que atrapalha a Mercedes é a migração para o elétrico. Longe de ser uma transição simples, esse movimento vem reduzindo a rentabilidade, já que a procura por modelos premium elétricos segue instável. Os resultados da fabricante também foram impactados por 1 bilhão de euros em custos ligados a tarifas de importação, além de efeitos desfavoráveis das variações cambiais.

Projeções sombrias, mas a Mercedes aposta em reação

Para 2026, a Mercedes projeta uma margem ajustada de 3% a 5% para sua divisão automotiva, ante 5% em 2025. A receita deve ficar praticamente no mesmo nível do ano anterior, enquanto o dividendo será reduzido para 3,50 euros por ação, abaixo dos 4,30 euros pagos anteriormente.

Em um ambiente de mercado dinâmico, nossos resultados financeiros permaneceram dentro das nossas previsões, graças ao nosso foco em eficiência, velocidade e flexibilidade”, afirmou Ola Källenius, CEO do grupo, ao tentar acalmar o mercado. A empresa diz acreditar em uma retomada e aposta em uma melhora relevante dos lucros com o lançamento de mais de 40 novos modelos até 2027. Os pedidos, inclusive, já estão garantidos até o segundo semestre de 2026, com a produção operando em três turnos.

A forte demanda pelos nossos novos CLA, GLC ou Classe S prova que nossos clientes estão entusiasmados. Avançamos com um plano claro e um portfólio de produtos muito competitivo”, garante Ola Källenius. Será suficiente para virar o jogo?

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário