A poucos dias das férias de inverno, vale reforçar um ponto que muita gente ainda ignora: o seu animal de estimação também precisa ir devidamente preso no carro - pela segurança dele, pela sua e até para evitar prejuízo.
Recentemente, uma foto viralizou nas redes e rendeu muitas gargalhadas. Na Alemanha, um motorista foi flagrado ao volante de um caminhão com o gato apoiado no ombro. A imagem circulou com os dois “infratores” borrados, o que aumentou ainda mais a graça para quem viu. Só que, por trás do tom leve, existe um problema real e recorrente.
O que diz o Código de Trânsito sobre animais soltos no veículo
Pelas regras do Código de Trânsito, o condutor precisa manter o controlo do veículo em qualquer situação. Isso não combina com um animal circulando livremente dentro do habitáculo, já que ele pode interferir na condução e bloquear a visibilidade.
Nos últimos tempos, a fiscalização tem endurecido e adotado uma postura bem menos tolerante com esse tipo de comportamento. Se houver desrespeito, a penalidade pode chegar a uma multa de até 375 euros.
Como viajar em toda segurança com o seu cão?
A prioridade é a segurança. Ao sair de férias com o seu companheiro, é comum imaginar que ele está protegido, deitado calmamente no banco traseiro, no meio das malas, sacolas e da caixa térmica. No entanto, numa travagem brusca, ele pode sofrer ferimentos graves - e ainda atingir outras pessoas no interior do carro.
Por isso, deixar o animal solto durante o trajeto pode virar uma grande distração e um risco concreto. O essencial é que ele não atrapalhe a condução nem comprometa o campo de visão do motorista.
Com a política de tolerância zero aplicada nas últimas semanas, quando o animal não está corretamente preso e representa um perigo potencial, o bolso sente na hora. Num controlo, se o seu animal estiver solto no veículo, a multa pode ser pesada: até 375 euros - o suficiente para estragar as férias.
Alternativas seguras para transportar o seu animal no carro
Felizmente, existem várias formas de viajar com mais segurança com o seu animal preferido.
Uma opção é usar uma caixa de transporte homologada e bem fixada. Além de reduzir o risco em caso de impacto, muitas vezes ela funciona como um “refúgio” para o cão, diminuindo estímulos visuais que costumam provocar excitação ou até enjoo de movimento.
Outra alternativa é um arnês de segurança preso ao cinto. Os modelos reforçados são concebidos para suportar forças de tração em caso de colisão ou travagem inesperada.
Por fim, há a grelha rígida de separação entre o porta-malas e o interior do carro. É uma escolha interessante para permitir que o animal tenha alguma liberdade de movimento sem se colocar em perigo - nem colocar outras pessoas - desde que esteja aparafusada e não apenas presa por ventosas.
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