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Placa de matrícula rosa na França: regra de 2026 para quem ainda não recebeu o certificado de registro do veículo

Homem entrega documentos para policial em blitz de trânsito ao lado de carro parado na estrada.

Alguns motoristas estão a perder a paciência com a novidade.

Nos últimos tempos, o Estado passou a gestão do certificado de registro do veículo (documento do carro) a prestadores privados, com a intenção de aliviar o atendimento nas repartições. A ideia parece positiva, mas também abriu espaço para golpistas que se aproveitam do processo para cometer fraudes e clonagens.

Placa de matrícula rosa desde 2026: o que muda para quem ainda não recebeu o documento definitivo

Desde 2026, quem ainda não recebeu o certificado de registro definitivo precisa circular com uma placa de matrícula rosa que traz claramente a data de validade. O objetivo é simples: ajudar as autoridades a identificar mais depressa quem continua a rodar com um documento e uma placa provisórios já vencidos.

Na prática, como observou a TF1, as abordagens aumentaram. Um motorista ouvido pela emissora reclama:

"Desde que eu estou com essas placas rosas, sou abordado o tempo todo. No entanto, está escrito que elas ainda são válidas por quatro meses, então eu não entendo."

Um controlo para evitar abusos

Mesmo que isso incomode, as forças de segurança não fazem essas fiscalizações “por fazer”. A intenção é lembrar que a placa provisória precisa ser substituída antes do fim do prazo - caso contrário, o condutor pode receber uma multa de 135 euros.

Com o risco de clonagem de placa, a medida é vista como necessária. Afinal, quando duas placas idênticas circulam ao mesmo tempo, quem costuma acabar a receber as multas é o último titular registado. Por isso, alguns condutores já tiveram a má surpresa de acumular várias autuações indevidas, como a imprensa tem noticiado.

Por que as placas “WW” eram um problema

Vale lembrar que essas novas placas passaram a ser usadas na França em 1º de janeiro último. A proposta veio da associação 40 milhões de automobilistas, com o objetivo de resolver um problema administrativo relevante.

Na rotina, quando alguém compra um veículo, recebe uma placa temporária branca que começa com as letras WW. Com ela, é possível circular por 4 a 6 meses.

Só que o sistema está longe de ser perfeito: as placas “WW” não permitem identificação rápida, são muito parecidas com as placas normais e há condutores que continuam a usá-las muito além do prazo - às vezes de propósito, mas nem sempre.

Além disso, as combinações “WW” são limitadas, e os mesmos números voltam a ser atribuídos, em média, a cada 14 meses. Com isso, não é impossível que alguém acabe por receber multas de um motorista que está fora das regras.

A placa de matrícula rosa procura justamente eliminar essa confusão, ao tornar muito mais evidente a diferença entre uma placa provisória e uma definitiva. Há mais informações sobre o tema no nosso artigo anterior. O que você pensa desse novo dispositivo? Partilhe a sua opinião nos comentários.

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