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Tesla e UNIBEV disputam a marca Cybercab enquanto Elon Musk prepara a produção

Duas pessoas negociando contrato automotivo com miniatura de carro sobre documentos em mesa de escritório.

A poucas semanas de iniciar a fabricação do Cybercab, a Tesla ainda precisa resolver um impasse importante.

Elon Musk tem sido categórico: a produção do aguardado Cybercab está marcada para abril do próximo ano. Desde 2024, o chefe da Tesla vem alimentando o entusiasmo dos fãs de tecnologia ao promover a ideia de um carro 100% autónomo - e, depois de tanto tempo, a promessa finalmente precisa sair do papel.

Produção do Cybercab: cronograma e o problema inesperado

Antes de colocar as linhas de montagem para funcionar, porém, Musk tem um obstáculo grande para enfrentar - e ele não é técnico. A Tesla acabou perdendo a marca “Cybercab” por um deslize simples: outra empresa teria aproveitado o intervalo em que a fabricante demorou para formalizar o registo e entrou com o pedido antes.

Quem está a atrapalhar os planos da Tesla é uma empresa francesa. E, como era de esperar, Elon Musk não pretende aceitar isso passivamente: a Tesla decidiu levar o caso aos tribunais.

O Cybercab no centro de uma guerra jurídica

A Tesla apresentou com destaque o projeto Cybercab em 2024, durante a conferência “We, Robot”. Ainda assim, o processo para registar o nome como marca só foi iniciado no outono passado, ou seja, mais de um ano depois. Nesse meio-tempo, a francesa UNIBEV foi mais rápida.

Em abril de 2024, a UNIBEV registou a marca “Cybercab” e repetiu a iniciativa nos Estados Unidos em outubro de 2024. Como o pedido americano da UNIBEV abrange classes relacionadas a veículos e serviços de transporte, a Tesla ficou sem o nome - algo que, naturalmente, não agradou nada à empresa.

Para tentar reverter a situação, a Tesla acionou a Justiça. Na queixa, a montadora americana acusa a UNIBEV de ter declarado indevidamente que ninguém já utilizava aquele nome em produtos semelhantes, apesar de a Tesla já ter tornado público o projeto Cybercab. A empresa reforça o argumento ao afirmar que o dirigente da UNIBEV segue Elon Musk no X (ex-Twitter) e, portanto, teria pleno conhecimento do Cybercab. Para completar, a Tesla também aponta o risco de confusão com outras famílias de marcas “Cyber-” que ela já possui.

UNIBEV e o padrão de registo de nomes ligados à Tesla

Segundo a Tesla, esse não seria um episódio isolado. A UNIBEV já teria registado outros nomes associados ao universo da montadora, como “Cybertaxi” e “Teslaquila”, numa ação que parece destinada a criar obstáculos.

O conjunto dessas iniciativas lembra uma estratégia de “squatting” de marca: ocupar nomes ligados a empresas maiores para tirar proveito da posição obtida frente a gigantes do setor automóvel.

Mesmo que a Tesla tenha chances de sair vencedora nessa disputa, o processo tende a exigir muita paciência. Procedimentos desse tipo levam tempo e podem arrastar-se por vários meses. E como a Tesla quer iniciar a produção dos seus Cybercab em menos de dois meses, o cenário fica especialmente complicado - embora as duas empresas possam, enquanto isso, chegar a algum acordo financeiro.

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