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Renault adota bateria LFP para baixar preços, mas a R5 ainda fica de fora (e sabemos por quê)

Carro elétrico Renault amarelo em showroom com outro veículo cinza e baterias expostas ao lado.

A Renault decidiu apostar nas baterias LFP (lítio-ferro-fosfato) para reduzir os preços de alguns modelos e, assim, tentar impulsionar as vendas. Em comparação com as baterias NMC, essa química entrega menor densidade energética - o que, na prática, tende a diminuir a autonomia. Por outro lado, existe um benefício importante: as baterias LFP são mais baratas. Na Renault, a troca de NMC por LFP em modelos já existentes poderia permitir uma redução de até 20% no custo do conjunto de baterias.

Como já foi comentado por nossos colegas do 01net, é justamente nessa tecnologia que o grupo pretende se apoiar para colocar no mercado uma Twingo elétrica por menos de 20.000 euros e para dar mais fôlego às vendas do Mégane E-Tech em 2026. Já no caso da R5, o cenário é mais delicado: por enquanto, a Renault não aparenta ter pressa para introduzir a química LFP na R5. E, recentemente, durante a tradicional teleconferência de apresentação de resultados financeiros, o grupo explicou o motivo.

O motivo: a R5 já vende muito bem

Questionado sobre o tema, François Provost, CEO da Renault, destacou a capacidade do grupo de colocar uma segunda tecnologia de bateria em produção em pouco tempo - algo que ajudaria a reduzir a desvantagem frente às montadoras chinesas. Quando o assunto passou especificamente para o uso de baterias LFP, ele preferiu passar a palavra a Fabrice Cambolive, chief growth officer da Renault.

Em resumo, a justificativa foi direta: o modelo já tem boa aceitação. No ano passado, o grupo vendeu 90.000 unidades da R5 no mundo, e o carro ficou no Top 3 entre os BEV (100% elétricos) na Europa. “Nós prevemos um novo crescimento este ano graças ao potencial do carro, à nossa carteira de pedidos bem abastecida e ao aumento da participação de mercado dos veículos elétricos na Europa. Isso significa que não há nenhuma mudança por enquanto para a R5 e que alavancas adicionais permitirão crescer nos próximos meses”, afirmou o executivo da Renault.

Bateria LFP na R5: por que não agora

Em outras palavras, a R5 elétrica está vendendo tão bem que, neste momento, a Renault não precisa lançar uma versão mais barata com bateria LFP para aumentar a procura. Ainda assim, é perfeitamente possível que essa alternativa mais acessível apareça mais adiante, caso a demanda perca força.

LFP como escolha lógica para carros urbanos

De todo modo, mesmo que a LFP não seja a opção ideal para viagens longas, ela representa um compromisso coerente para reduzir custos em carros urbanos, especialmente aqueles usados no dia a dia para deslocamentos cotidianos.

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