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UE vê parque automóvel envelhecer: média chega a 12,7 anos e Portugal a 14,1 anos

Carro esportivo prateado futurista Eurofleet 2035 em showroom moderno com grandes janelas de vidro.

A União Europeia (UE) tem defendido cidades mais limpas, menos emissões e, no médio prazo, a eliminação dos motores a combustão. Só que, ao observar o que roda hoje nas estradas do continente, fica claro que o parque automóvel europeu ainda está bem distante dessa meta.

Em 2024, a frota europeia voltou a envelhecer. A idade média dos automóveis na UE chegou a 12,7 anos - o nível mais alto já registrado. Em Portugal, a situação é ainda mais preocupante: a média avança para 14,1 anos, com mais de 1,5 milhões de veículos acima de 20 anos.

Esses dados abrem o episódio mais recente do Auto Rádio, o podcast da Razão Automóvel com apoio do Pisca Pisca. A partir dos números mais atuais da ACEA (Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis), analisamos o que não está funcionando nas políticas europeias e por que o parque automóvel segue crescendo - e ficando mais velho.

Um parque maior, apesar das restrições

Em 2024, a quantidade de automóveis em circulação na Europa subiu 1,4%, alcançando cerca de 302 milhões de veículos. Em relação a 2020, isso significa mais 15 milhões de carros nas estradas europeias.

O aumento acontece mesmo com um conjunto de medidas cada vez mais restritivas para o automóvel: limites de emissões mais rígidos, inspeções técnicas mais exigentes, zonas de baixas emissões e regras mais duras para veículos em fim de vida.

Alemanha, Itália e França lideram naturalmente em números absolutos, mas os maiores crescimentos proporcionais aparecem em outros mercados. Letônia (+9,2%), Irlanda (+4,8%), Croácia (+4,5%) e Romênia (+4,2%) se destacam - um movimento que levanta dúvidas sobre o fluxo de carros usados dentro da Europa. Alguns desses países estão entre os que têm as maiores idades médias do parque circulante.

Portugal acompanha a tendência: em 2024, o parque automóvel cresceu 3,8%, aproximando-se de seis milhões de veículos (somente automóveis de passeio). Em apenas 12 meses, cerca de 220 mil carros passaram a circular nas estradas portuguesas.

Carros mais velhos, tecnologias mais antigas

O aumento do parque automóvel caminha junto com o envelhecimento da frota - e isso aparece também no tipo de motorização predominante. Veículos a gasolina (49%) e a diesel (37,3%) seguem como a grande maioria do parque automóvel europeu. Já as tecnologias mais novas, embora as vendas continuem avançando, ainda representam uma fatia relativamente pequena: elétricos (3,78%), híbridos (4,32%) e híbridos plug-in (2,44%).

Neste episódio, vamos além das estatísticas para entender o que explica essa distância entre a ambição política e a realidade - especialmente pelo impacto que isso pode ter nas contas das emissões reais, e não apenas nas que aparecem no papel.

Você pode ler o relatório completo da ACEA aqui.

Encontro marcado no Auto Rádio para a próxima semana

Por isso, não faltam motivos para assistir/ouvir ao episódio mais recente do Auto Rádio, que retorna na próxima semana nas plataformas de sempre: YouTube, Apple Podcasts e Spotify.


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