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Michael Burry critica Tesla e alerta para bolha de IA

Carro esportivo elétrico branco com detalhes vermelhos em showroom moderno com gráficos financeiros ao fundo.

Ele mira, em especial, o futuro pacote de remuneração de Elon Musk e as apostas estratégicas da montadora.

A capacidade de antecipar a crise financeira de 2008 - retratada no filme A Grande Aposta (The Big Short) - transformou Michael Burry em um nome cuja opinião costuma pesar entre investidores. E, desta vez, o gestor voltou os holofotes para a Tesla.

Por que Michael Burry aponta a superavaliação da Tesla

Na avaliação dele, “a capitalização de mercado da Tesla está ridiculamente superavaliada hoje - e já faz tempo”. Burry também argumenta que a empresa estaria diluindo a fatia de seus acionistas a um ritmo estimado de 3,6% ao ano, sobretudo por causa de pagamentos em ações a funcionários, sem recompras de papéis para compensar esse efeito.

Uma alfinetada para os fãs de Elon Musk

A recente aprovação de remuneração para Elon Musk, segundo Burry, pode acabar concedendo ao executivo várias dezenas de milhões de ações adicionais - o que, na prática, significaria mais uma rodada de diluição para os demais acionistas. Assim, o homem mais rico do mundo teria hoje por volta de 15% do capital, mas essa participação poderia chegar a 29%.

Ele ainda aproveitou para ironizar quem acompanha o CEO da Tesla: “A propósito, os adeptos de Elon Musk apostaram tudo nos carros elétricos até a concorrência chegar, depois na condução autônoma até acontecer o mesmo, e agora nos robôs… até a concorrência chegar”.

Apostas anteriores contra as ações da Tesla

Não é a primeira vez, aliás, que o investidor faz um movimento apostando em queda dos papéis da montadora. Como lembrou a Fortune, ele já havia feito algo semelhante em 2021, quando seu fundo de hedge se desfez de US$ 530 milhões em ativos ligados à Tesla. Ainda assim, não se sabe se a operação acabou sendo lucrativa.

O temor de uma bolha de IA

Vale lembrar que Burry também tem sinalizado, recentemente, preocupação com uma possível bolha de IA. Para ele, a empolgação em torno de certas empresas de tecnologia chegou a um patamar pouco razoável. Nessa linha, a Scion Asset Management teria comprado mais de US$ 1 bilhão em opções de venda, mirando dois símbolos da febre atual: Palantir e NVIDIA.

E Burry completou o raciocínio: “Às vezes, vemos bolhas. Às vezes, há algo a fazer. Às vezes, a única estratégia vencedora é não jogar”. A leitura dialoga com temores recorrentes em Wall Street. Afinal, nos últimos dois anos, a IA vem absorvendo somas enormes, com custos de operação em alta, enquanto empresas do setor ainda estão longe de encontrar um caminho claro para a rentabilidade.


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