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Projeto Adamastor: o primeiro supercarro de origem portuguesa chega em 2024

Carro esportivo branco Adamastor 2024 exibido em salão moderno com piso espelhado.

O projeto Adamastor, que dará origem ao primeiro supercarro português, está a ganhar impulso e aproxima-se rapidamente do momento em que será mostrado ao público, ainda durante esta primeira metade de 2024.

Produzido nas instalações da Adamastor, em Perafita (Porto), este supercarro terá uma produção bastante limitada, de apenas 25 unidades por ano. Ricardo Quintas, fundador e CEO da marca, coloca o Adamastor frente a frente com referências de topo, como o Aston Martin Valkyrie, além de Pagani, Koenigsegg e Rimac.

Ambição, de facto, não falta a este jovem construtor português, que começou a dar os primeiros passos em 2019 com o protótipo Adamastor P003RL, que tivemos a oportunidade de conduzir. Desde então, porém, quase tudo mudou.

A marca reposicionou-se e confirmou a intenção de se afirmar como um fabricante de supercarros de baixo volume, capaz de criar uma «máquina» que responda tão bem em pista como em estrada aberta.

Aerodinâmica de referência

Para concretizar esse objetivo, reuniu uma equipa especializada em três áreas essenciais: engenharia, design e produção. No total, a Adamastor conta com uma estrutura composta por 14 elementos.

Ainda assim, a aerodinâmica assume-se como o eixo central de todo o projeto, influenciando todas as restantes áreas do supercarro, que foi “esculpido pelo ar”, como refere a própria marca.

De acordo com a Adamastor, este foi um daqueles casos em que “a função definiu a forma”, com o “processo de design” a ser “integralmente liderado pelo responsável pela aerodinâmica”.

Com base no software CAD Siemens NX, o departamento de design desenvolveu, com total liberdade criativa, a elaborada carroçaria do novo Adamastor com vista à melhor eficiência e superior desempenho em condução desportiva.

Adamastor

Depois de definida a configuração base, a equipa do centro de engenharia da Adamastor concentrou-se em estabelecer os espaços ocupados pelos principais componentes.

Todas as superfícies aerodinâmicas são feitas em fibra de carbono, e o fundo do carro foi moldado para gerar efeito Venturi (principal responsável pela produção de downforce, dispensando assim outros elementos como ailerons), sendo todo esse conjunto otimizado com recurso a simulação CFD (dinâmica de fluidos computacional).

Resultados surpreendem

Todo o trabalho de desenvolvimento aerodinâmico já começou a mostrar resultados em ambiente de simulador, com o supercarro português a superar, em níveis de downforce, os monolugares de Fórmula 3 e Fórmula 2 das temporadas de 2021 - segundo a Adamastor -, assim como alguns modelos da categoria LMP2 do endurance, mesmo sem recorrer a uma grande asa traseira.

Já no que diz respeito ao coeficiente de arrasto, o desempenho alcançado conseguiu até superar o de um monolugar de Fórmula 1 da temporada de 2021, de acordo com a Adamastor.

Mais de 100 versões do chassis

Em seguida, com recurso a software de simulação, a Adamastor já completou mais de 30 mil voltas de teste para ajustar e evoluir a performance do supercarro, desenvolvendo o comportamento do chassis e a dinâmica em diferentes contextos de utilização.

Para se ter uma noção, só o chassis passou por mais de 100 iterações, até a equipa da Adamastor chegar à configuração que considerou «perfeita».

No papel, o primeiro modelo da Adamastor dificilmente poderia ser mais promissor. Agora, resta esperar pela sua apresentação ao mundo.

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