A Volkswagen pode vir a colocar no mercado europeu veículos do tipo EREV (Extended-Range Electric Vehicle), uma categoria de elétricos que combina tração elétrica com um motor a combustão usado apenas para recarregar a bateria. A proposta pode ajudar a reduzir o custo e diminuir a ansiedade de parte do público diante das limitações do carro 100% elétrico.
EREV da Volkswagen na Europa e nos EUA: o que está em estudo
Segundo a Bloomberg, a montadora alemã está a avaliar a possibilidade de oferecer EREV na Europa e nos Estados Unidos, embora ainda não exista uma decisão tomada. Esse conceito já é mais comum na China e, na prática, mantém a lógica dos BEV (Battery Electric Vehicle), mas acrescenta um motor térmico para gerar energia e, assim, aumentar a autonomia.
De acordo com a mesma apuração, a Volkswagen afirma que acompanha as mudanças do mercado e não descarta a adoção dessa solução numa futura plataforma. Ainda assim, a empresa ressalta que um eventual lançamento na Europa e nos Estados Unidos dependerá do interesse e da procura por parte dos clientes.
Uma solução contra a “ansiedade” de autonomia?
Ao contrário dos híbridos plug-in conhecidos como “PHEV”, o EREV costuma ser movido apenas por um motor elétrico. Já o motor a combustão - normalmente menor - não tem como função principal tracionar o carro, mas sim alimentar a bateria.
Nesse formato, o EREV pode incentivar alguns consumidores a migrar para o “elétrico”, porque tende a reduzir a “ansiedade” relacionada à autonomia dos veículos totalmente elétricos e também aos entraves associados à infraestrutura de recarga.
Por que os EREV podem custar menos
Além do potencial de tranquilizar quem se preocupa com autonomia e carregamento, os EREV também podem ter um preço mais competitivo. Numa reportagem da CNBC, James Martin, diretor de serviços de consultoria da S&P Global Mobility, afirma que esses veículos usam baterias menores, o que abre espaço para as fabricantes reduzirem custos.
Ele também aponta que os EREV podem ser menos complexos do que os híbridos PHEV, já que estes combinam dois sistemas de propulsão.
A eventual decisão da Volkswagen também pode estar ligada aos rumos regulatórios na União Europeia, que estuda rever os planos para motores a combustão. Conforme a Reuters, a Comissão Europeia pode recuar na proibição de novos veículos que emitem CO2 até 2035, ao propor algumas flexibilizações.
Por fim, de acordo com uma publicação da McKinsey, os EREV podem funcionar como alternativa de transição rumo aos veículos totalmente elétricos, enquanto as tecnologias de recarga evoluem e os custos dos BEV diminuem.
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