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Como verificar o nível de óleo do motor

Carro esportivo azul exibido em showroom, com um frasco de óleo e ferramenta no chão ao lado.

Para muita gente que é apaixonada por carros, verificar o nível de óleo do motor é tão simples que dá a impressão de que todo motorista sabe fazer sem pensar.

Ainda assim, vale lembrar que nem todo mundo trata o carro por “tu” - e, para essas pessoas, essas rotinas básicas podem não ser tão óbvias.

Foi exatamente pensando nesse público que preparamos este conteúdo, assim como já fizemos anteriormente ao explicar como conferir e ajustar a calibragem dos pneus.

A importância do óleo

Pode soar como exagero, mas o óleo funciona como uma espécie de “sangue do automóvel”. A ideia é simples, porém essencial para que qualquer motor a combustão opere corretamente.

Em primeiro lugar, o óleo lubrifica os componentes metálicos do motor, reduzindo o atrito entre as peças.

Quando a lubrificação é insuficiente - ou inexistente -, as peças podem se desgastar mais cedo e, em situações extremas, o motor pode até ser danificado por causa do aumento de temperatura provocado pela fricção.

Além de lubrificar, o óleo cumpre outras funções. Uma delas é ajudar no resfriamento do próprio motor: embora a maior parte do calor gerado na combustão saia pelos gases de escape e seja dissipada pelo sistema de arrefecimento, entre 5% e 10% desse calor também é transferido para o lubrificante.

Outro papel importante é dificultar a passagem de gases para o cárter durante a fase de combustão/expansão. Isso acontece graças à película de óleo que se forma entre os anéis (segmentos), as paredes do cilindro e o pistão.

Por fim, o óleo também atua como agente de limpeza interna, carregando resíduos da combustão e, claro, ajudando a proteger contra a corrosão - já que, em alta temperatura, os subprodutos da combustão podem ser corrosivos.

Por que verificar o nível de óleo do motor?

Considerando todos esses “papéis” do óleo do motor, fica fácil entender por que vale a pena checar o nível com regularidade, mantendo-o sempre dentro do padrão correto.

Dá para deixar isso apenas para a revisão periódica do carro? A recomendação é que não. Mesmo sendo um sistema fechado, é comum existir algum consumo de óleo pelo motor, ainda que em quantidades pequenas.

Em motores com alta quilometragem, porém, esse consumo pode aumentar. Pior: também podem surgir vazamentos que, em geral, deixam sua “marca” no chão quando o carro fica estacionado.

Sempre que for constatado um consumo acima de 1 litro de óleo a cada 1000 km, o mais indicado é levar o veículo a uma oficina para identificar o que está errado com o motor.

Como verificar o nível de óleo do motor

Checar o nível de óleo do motor é bem simples e, na prática, se resolve em poucos passos.

  1. Estacione em um lugar plano. Assim, o óleo não se concentra em um lado do cárter, o que poderia gerar uma leitura errada.

  2. Motor frio ou quente? Isso varia conforme o modelo; a confirmação está no manual do proprietário.

Alguns fabricantes orientam medir com o motor frio, antes de dar partida (porque o óleo já terá escorrido todo para o cárter). Outros preferem que a medição seja feita alguns minutos depois de desligar o motor, já na temperatura normal de funcionamento.

  1. Localize a vareta de nível e retire. Depois de encontrá-la (a posição muda de motor para motor), puxe a vareta, limpe com um pano - papel-toalha também funciona bem - e recoloque totalmente.

  2. Retire a vareta mais uma vez. Ao puxar novamente, você verá que a ponta está com óleo e que existem marcações indicando o nível mínimo e o máximo.

Observe essas referências com atenção: o ideal é que o nível fique entre as duas marcas.

Se o óleo estiver próximo da marca mínima ou abaixo dela, é preciso completar o nível - usando, claro, um óleo com a mesma especificação do que já está no carro. Se o nível estiver acima do máximo, isso também exige atenção e o melhor é procurar uma oficina para remover o excesso.

Por quê? Em primeiro lugar, porque pode haver sobrecarga do sistema de lubrificação. Além disso, óleo em excesso pode causar danos ao catalisador e ao sistema de escape, afetando também as emissões de gases poluentes.

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