Entre acabamentos extravagantes, componentes mecânicos que parecem saídos da alta relojoaria e muita fibra de carbono à mostra, existe um detalhe especial em cada Koenigsegg que ganha o mundo: um pequeno fantasma.
Sim, um fantasma mesmo. Nunca notou? Basta olhar para a traseira de qualquer Koenigsegg, logo acima da tampa do motor, e ele vai estar lá.
O pequeno fantasma nos Koenigsegg
Vale deixar claro: esse “fantasma” não é o logotipo oficial da marca. O emblema principal aparece na dianteira de todos os Koenigsegg e é inspirado no brasão da família de Christian von Koenigsegg, com raízes que remontam ao século XII.
Já o “fantasma” nasceu de outra história - e acabou virando um símbolo do que a Koenigsegg representa. E, ao contrário do que às vezes acontece, ele não apareceu por acaso. Existe um motivo bem específico.
O esquadrão que nunca se deixava ver
Por que um fantasma? A explicação é mais simples do que parece. O local onde a Koenigsegg funciona hoje, em Ängelholm, já foi uma base aérea de um dos esquadrões mais conhecidos da Força Aérea da Suécia: o Johan Röd, que mais tarde passaria a ser chamado de “Esquadrão Fantasma”.
A origem do apelido “Esquadrão Fantasma”
Esse esquadrão decolava todos os dias ainda de madrugada e só voltava ao entardecer. Os moradores da região sempre sabiam quando eles estavam no ar, porque conseguiam ouvi-los, mas raramente conseguiam vê-los; as nuvens eram usadas de forma eficiente como cobertura.
Foi justamente essa dificuldade de enxergá-los que criou o apelido “Esquadrão Fantasma”.
Para combinar com o nome, surgiu o símbolo de um fantasma, que passou a identificar o esquadrão. Curiosamente, a frase The Show Must Go On (que também é uma música do Queen) podia ser vista em alguns de seus aviões.
Mais tarde, o esquadrão seria desativado, consequência de cortes no orçamento das forças armadas suecas. Para marcar o momento, um Saab 37 Viggen do grupo recebeu uma pintura especial em vermelho, acompanhada por vários pequenos fantasmas brancos.
Um fantasma na parede
Da parede para os hipercarros
É aqui que os fantasmas começam a se conectar com a Koenigsegg. Na virada do milênio, a fabricante sueca sofreu um dos maiores contratempos de sua então breve trajetória: pouco antes do Salão de Genebra de 2003, a fábrica da Koenigsegg pegou fogo e foi praticamente destruída.
Enquanto procurava um novo endereço, Christian von Koenigsegg visitou a antiga base do “Esquadrão Fantasma” - e encontrou, em uma das paredes, o famoso fantasma pintado.
Para Christian von Koenigsegg, aquilo funcionou como um tipo de sinal: a chance de reforçar ainda mais a identidade dos carros e, ao mesmo tempo, prestar homenagem aos pilotos e demais integrantes do “Esquadrão Fantasma”.
A Ferrari tem o cavallino rampante, a Lamborghini tem um touro e a Bugatti… um elefante. Então por que a Koenigsegg não poderia ter um fantasma?
O resto, como se costuma dizer, virou história. E, de forma curiosa, graças aos hipercarros suecos, o “Esquadrão Fantasma” nunca foi tão longe quanto agora.
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