A General Motors (GM) - uma das maiores montadoras dos Estados Unidos - informou que está estudando a adoção do ChatGPT em seus automóveis.
Em entrevista à Reuters na semana passada, um porta-voz da GM disse ver de forma positiva a integração do ChatGPT, da OpenAI, como parte da parceria contínua entre a GM e a Microsoft.
Especialistas consideram “inevitável” que o ChatGPT chegue aos carros do futuro, mas destacam que o uso de inteligência artificial avançada também traz riscos.
Riscos e segurança cibernética do ChatGPT em carros
Além da possível distração ao volante, analistas alertam que colocar um assistente digital desse tipo dentro de um carro pode aumentar a exposição a hackers.
Dennis Kengo Oka, responsável de segurança no Synopsys Software Integrity Group, deixou claras as suas preocupações sobre a segurança dos veículos, em declarações à publicação Veredict:
Da mesma forma que o ChatGPT, com restrições limitadas, permitiu desenvolver ferramentas de malware e hacking para obter informações com intenção maliciosa, um assistente digital integrado no carro também pode ser manipulado para obter informações prejudiciais ao usuário.
Dennis Kengo Oka, Synopsys Software Integrity
ChatGPT nos automóveis
Para a GM, investigar a integração do ChatGPT já deixou de ser apenas “um recurso para a evolução dos comandos de voz”: a tecnologia pode se tornar uma ferramenta para “tornar os carros mais capazes”. “O ChatGPT estará em tudo”, disse o vice-presidente da GM, Scott Miller, à Reuters.
Possíveis usos do ChatGPT dentro do veículo
Na leitura da marca norte-americana, o ChatGPT poderia, em um futuro próximo, ser usado para configurar funções do próprio veículo ou até orientar o motorista sobre o funcionamento geral do carro, reduzindo a dependência dos manuais tradicionais.
Sobre o ChatGPT
O ChatGPT é uma interface de inteligência artificial desenvolvida pela OpenAI. Desde o lançamento, em novembro de 2022, a ferramenta vem sendo tema de amplas discussões. Além disso, tem recebido novas atualizações que ampliam ainda mais suas capacidades.
Na prática, trata-se de um recurso capaz de cumprir tarefas que vão desde redigir um e-mail até escrever código como um programador - basta o usuário explicar o que precisa.
Fonte: Reuters, Veredict
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