Depois de um ano atravessado por tensões geopolíticas e econômicas - com destaque para a concorrência intensa na China e a nova política tarifária dos EUA -, a Audi registrou uma queda de 2,9% nas entregas globais, totalizando 1,6 milhões de veículos.
“\“O bom desempenho na Europa, na Alemanha, bem como em mercados emergentes e no exterior, não conseguiu compensar totalmente esses fatores\””, afirma o comunicado da marca. Ainda assim, a empresa ressaltou que, a partir de setembro, as entregas ficaram sempre acima do registrado em 2024.
Elétricos da Audi em alta
Mesmo com o recuo leve no total, os veículos elétricos seguem avançando em ritmo forte. Em 2025, a Audi entregou 223 mil carros elétricos - alta de 36% na comparação anual -, o que corresponde a quase 14% das vendas. Houve recordes de crescimento no Canadá, na Polônia, na Turquia e na Dinamarca.
Audi A6 e-tron e Q6 e-tron impulsionam o resultado
Esse desempenho também é explicado pelos elétricos mais recentes da marca: o Audi A6 e-tron somou 37 mil unidades entregues, enquanto o Q6 e-tron contabilizou 84 mil unidades vendidas.
A Audi Sport, por sua vez, também teve retração: as vendas caíram 13%, com cerca de 36 mil veículos entregues. De acordo com a marca dos anéis, o resultado é consequência da transição entre uma geração de modelos e outra, o que limita a oferta disponível. A expectativa é reverter esse cenário ainda neste ano, com o lançamento de dois modelos totalmente novos com a sigla RS. Fique a conhecê-los em mais detalhe:
Alemanha e mercados emergentes em crescimento
Em 2025, o avanço ficou restrito à Alemanha e aos mercados emergentes. No mercado alemão, foram emplacados cerca de 206 mil veículos (+4%), enquanto nos mercados emergentes o total chegou a 133 mil unidades (+5,5%). Já na Europa (sem considerar a Alemanha), a queda foi pequena - apenas 0,5% -, com 464 mil unidades entregues.
América do Norte sofre mais com tarifas
Nos demais mercados, o recuo foi mais acentuado na América do Norte: foram entregues pouco mais de 202 mil automóveis, 12,2% a menos do que em 2024. Segundo o texto, o resultado se explica em grande parte pelas tarifas impostas por Donald Trump, presidente dos EUA, ao longo do ano passado, o que afetou especialmente as marcas premium alemãs com presença relevante no país.
China segue como principal mercado individual
Tão importante quanto isso foi o desempenho na China (incluindo Hong Kong) que, embora esteja cada vez mais desafiadora para marcas estrangeiras, continua sendo o maior mercado individual da Audi no mundo. Em 2025, as vendas encolheram 5%, para cerca de 617 mil unidades.
Marcos Schubert, membro do conselho de administração e responsável por vendas e marketing, concluiu: “A nossa iniciativa de produto está a ganhar força e as entregas estão gradualmente a refletir isso. Em 2025, conseguimos aumentar principalmente as vendas de modelos elétricos. Queremos manter a trajetória ascendente este ano, graças à nossa nova estratégia corporativa.”
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário