O avanço dos radares de velocidade média em Portugal
Eles já viraram presença comum nas estradas da Espanha e, pouco a pouco, os radares de velocidade média também estão ganhando espaço nas estradas e rodovias portuguesas.
Vale lembrar que, há cerca de um ano (2020), a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) informou a compra de 10 equipamentos desse tipo, que deverão ser alternados entre 20 pontos possíveis.
Sinalização H42 e por que não são detectáveis
Nas vias portuguesas, os radares de velocidade média serão assinalados com sinalização específica - neste caso, o sinal de trânsito H42. Diferentemente dos radares “tradicionais”, que registram a velocidade instantânea, esse sistema não emite qualquer sinal de rádio ou laser e, por isso, não pode ser identificado por “detectores de radar”.
Mais cronômetro do que radar: radares de velocidade média
Apesar do nome, esse tipo de fiscalização funciona, na prática, muito mais como um cronômetro associado a câmeras, já que a velocidade média é apurada de forma indireta.
Nos trechos com controle por velocidade média, existe uma ou mais câmeras no início do segmento que fotografam a placa do veículo e registram o horário exato de passagem. Ao final do mesmo segmento, outras câmeras fazem uma nova leitura da placa e anotam a hora de saída daquele trecho.
Depois disso, um computador analisa os registros e verifica se o motorista percorreu a distância entre os dois pontos em um tempo menor do que o mínimo necessário para respeitar o limite de velocidade daquele trecho. Se isso acontecer, entende-se que o condutor trafegou acima da velocidade permitida.
Exemplo de cálculo em um trecho de 4 km
Para visualizar melhor como a conta funciona, considere um trecho monitorado com 4 km de extensão e limite máximo de 90 km/h. O tempo mínimo exato para completar essa distância é de 160s (2min40s), isto é, o equivalente a uma velocidade média exata de 90 km/h medida entre os dois pontos de controle.
Assim, se um veículo fizer esse percurso entre o primeiro e o segundo ponto em menos de 160s, isso indica que a velocidade média foi superior a 90 km/h, ultrapassando o limite estabelecido para o trecho (de 90 km/h) e, portanto, caracterizando excesso de velocidade.
Também é importante considerar que os radares de velocidade média não têm “margem de erro”, já que o que se mede é o tempo de passagem entre dois pontos (e a velocidade média é calculada a partir disso). Por essa razão, qualquer excesso é penalizado.
Não tentem “enganá-los”
Pelo próprio modo de operação, os radares de velocidade média costumam ser bem difíceis de driblar.
Em geral, eles são instalados em trechos sem acessos intermediários ou saídas, o que força todos os motoristas a passarem pelos dois pontos de controle.
Além disso, o “truque” de parar o carro para “ganhar tempo”, antes de tudo, não faz sentido: se você estava acima do limite - o que não deveria - para “poupar tempo”, acaba perdendo esse ganho apenas para evitar ser flagrado. Em segundo lugar, esses equipamentos tendem a estar em locais onde é proibido ou muito difícil parar.
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