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Yuri Francês e o carro elétrico no Auto Talks da Razão Automóvel no ECAR Show 2026

Carro esportivo elétrico branco futurista em showroom, conectado a estação de recarga azul.

Em 2006, quando Yuri Francês abriu o seu canal no YouTube - considerado o primeiro youtuber de carros do país - ele virou referência por causa do Honda Civic 1.6 VTI e pela longa lista de modelos com motor a combustão que apareceram por lá.

Duas décadas depois, a rotina mudou: hoje ele anda em um carro elétrico. A virada foi grande e parte do público que acompanha o Yuri no YouTube e nas redes reagiu mal, criticou - e o debate segue quente. Isso não significa que ele tenha abandonado os motores a combustão: na garagem, ainda estão um Lamborghini Gallardo e um Audi RS 6 Avant.

Esse contraste serviu de gancho para um papo com Guilherme Costa, diretor editorial da Razão Automóvel, durante as Auto Talks do ECAR Show 2026. Na conversa, Yuri Francês destrinchou alguns dos principais motivos que ainda alimentam esse “ódio” aos automóveis elétricos.

As razões

Para Yuri Francês, a decisão de escolher um elétrico vem de vários fatores - e um deles passa pelo carro ser encarado por muita gente como extensão da própria identidade.

O entusiasta lembrou que esse tipo de resistência não é novidade no mundo automotivo: já aconteceu com o câmbio automático (“o bom é manual”), com o diesel (“combustível de máquina agrícola”) e com o GLP (“isso é coisa de aquecedor a gás”). A diferença, desta vez, é que a mudança veio junto de metas regulatórias europeias, o que reforçou a sensação de imposição e, com ela, aumentou a rejeição.

Só vantagens?

No encontro, Yuri contou o que o fez trocar o seu SEAT Toledo 1.9 TDI - definido por ele como “aquele motor de combate” -, conhecido por ser econômico e ter manutenção acessível, por um modelo 100% elétrico. O fator decisivo, segundo ele, foi o custo: ele deixou de gastar mais de 200 euros por mês com diesel e, mesmo com a conta de luz subindo cerca de 50 euros mensais, a economia, no seu caso, ficou evidente.

Ainda assim, o youtuber reforçou que o elétrico não serve para todo mundo, seja pelo preço de compra, seja pela realidade do carregamento: para quem não tem acesso a recarga em casa, as contas podem não ficar tão favoráveis.

Nesse Auto Talks, também entraram na pauta os benefícios e incentivos aos elétricos (com bem mais peso do lado das empresas), a potência dos elétricos (é muito mais simples e barato chegar a números altos - até exagerados) e, por fim, a sempre subjetiva discussão sobre a “alma” do automóvel. Um episódio que vale a pena ver/ouvir.

Encontro marcado no próximo Auto Talks

Motivos não faltam para acompanhar a edição mais recente do Auto Talks, o novo formato editorial da Razão Automóvel, nas plataformas de sempre: YouTube, Apple Podcasts e Spotify.


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