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CUPRA em 2026: Raval elétrico e combustão radical com Formentor VZ5 e Leon VZ TCR

Dois carros da marca Cupra, modelo 2026, expostos em ambiente interno moderno.

A CUPRA chega a 2026 em um cenário especialmente positivo. Depois de fechar um ano recorde de vendas, a marca usa essa boa fase para acelerar a sua ofensiva de produtos: de um lado, a linha passa a atingir um público maior com a estreia do seu elétrico mais acessível; do outro, o topo da gama fica mais extremo, com propostas a combustão de apelo quase sem concessões.

Isso não é um paradoxo - é, na prática, o jeito como a CUPRA vem expandindo sua presença. A receita combina imagem, desempenho e diferenciação, enquanto amplia o volume e alarga a base de clientes. Mesmo que a ambição para a marca espanhola seja chegar a 100% elétrica, em 2026 a CUPRA não escolhe entre eletrificação e combustão: ela tira proveito do potencial das duas.

Raval é a porta de entrada para os elétricos da marca

O principal lançamento da CUPRA em 2026 é o Raval. Trata-se do primeiro elétrico urbano da marca e, ao mesmo tempo, do modelo mais acessível, com papel decisivo para ampliar a oferta e aproximar a CUPRA de novos clientes.

Inserido na família “Carro Urbano Elétrico” do Grupo Volkswagen - que inclui os Volkswagen ID. Polo e ID. Cross, além do Skoda Epiq -, o CUPRA Raval será fabricado em Martorell e ocupará a posição de opção mais esportiva e mais cara dentro desse conjunto.

CUPRA Raval: dimensões, versões e autonomia

Assim como os demais integrantes da família, ele adota dimensões compactas (4,04 m de comprimento) e tração dianteira. Para o lançamento, já estão confirmadas três versões: Dynamic, Dynamic Plus e VZ Extreme. As duas primeiras entregam 155 kW (211 cv) e prometem até 450 km de autonomia. No topo, a VZ Extreme - a mais esportiva e a mais equipada - sobe para 166 kW (226 cv) e indica até 400 km de autonomia.

Combustão sem concessões

Enquanto aposta no elétrico mais acessível, a CUPRA também reforça o outro extremo da gama com modelos a combustão levados ao limite. Em 2026, essa face mais radical aparece em dois carros bem diferentes entre si, mas igualmente emblemáticos.

CUPRA Formentor VZ5 e CUPRA Leon VZ TCR: a aposta mais radical

O primeiro é o retorno do CUPRA Formentor VZ5 com o icônico cinco-cilindros da Audi - um motor que, em 2026, também faz sua despedida. Como antes, o 2,5 litros turbo de cinco cilindros segue com 390 cv de potência e 480 Nm de torque. A produção começa já neste primeiro trimestre e, desta vez, será ainda mais limitada: 4000 unidades.

Já o CUPRA Leon VZ TCR é um «animal» de outra espécie. Ele é o Leon mais radical de todos e o mais potente da história com duas rodas motrizes: 325 cv e 420 Nm - exatamente os mesmos números do Volkswagen Golf GTI Edition 50. A proposta representa a ligação mais direta com a máquina que corre no TCR, e os argumentos vão muito além do ganho de potência. Foram muitos os ingredientes refinados:

Os dois modelos deixam claro que, embora a eletrificação siga no topo das prioridades estratégicas da CUPRA, ainda não é o momento de abrir mão da combustão - sobretudo quando ela ajuda a diferenciar e a fortalecer a identidade da marca.

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