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Volkswagen Golf pode ter nona geração e versão elétrica

Carro elétrico Volkswagen Golf EV9 azul exibido em estande com iluminação branca e fundo cinza.

Há alguns meses, Thomas Schäfer, CEO da Volkswagen, evitou assegurar que o Golf teria um herdeiro - um reflexo da aceleração da transição para a mobilidade elétrica, que naturalmente deve mexer com o portfólio da marca.

Agora, no entanto, o discurso parece ter mudado. Schäfer já admite que o Golf pode, sim, chegar a uma nona geração.

Nomes icônicos, lógica ID e o futuro do Golf na Volkswagen

Em conversa com a Autocar, nos bastidores do Salão de Los Angeles, Thomas Schäfer declarou que “há uma ligação entre a Volkswagen e a designação ID, não há necessidade de cancelar essa nomenclatura (…) contudo, temos nomes icónicos como Golf ou GTI. Seria louco deixá-los morrer. Vamos manter-nos fiéis à lógica ID, mas os modelos icónicos vão manter o seu nome”.

Embora a maior parte dos modelos da “família ID” use um número na designação, Schäfer ressaltou que isso não é uma “norma” - lembrando uma exceção clara: o Volkswagen ID.BUZZ.

Poderá estar a caminho um ID. Golf?

Onde colocar um Golf elétrico?

Depois de afirmar que a Volkswagen “não iria abandonar o nome Golf”, o executivo da marca alemã também deixou claro que um eventual Golf elétrico não deve ser tratado como substituto do ID.3.

ID.3 e Golf: por que não são o mesmo papel

Em vez disso, Thomas Schäfer explicou que “o ID.3 nunca foi um sucessor do Golf, é mais um sucessor do Golf Plus“, a versão MPV do modelo vendida entre 2004 e 2014.

Com isso, a convivência entre os dois carros não só é viável como - pelo que indicam as declarações - tende a ser provável. Na prática, segundo Schäfer, um possível ID. Golf ficaria posicionado acima do futuro ID.2 (segmento B) e abaixo do ID.3.

As razões da mudança de planos

Essa revisão de rota, além de reabrir a possibilidade de um novo Golf elétrico, também destravou espaço para um modelo já confirmado: o Volkswagen ID.3 X - um crossover elétrico colocado abaixo do ID.4.

Atrasos de software, Trinity e o cronograma da SSP

Entre os motivos para essa guinada, pode estar o atraso no desenvolvimento de uma nova plataforma de software, o que vem empurrando o lançamento de diversos modelos dentro do grupo alemão.

Na Volkswagen, o projeto Trinity parece ser o mais impactado. Vale lembrar que o plano, anunciado há mais de dois anos, é apontado como peça central da estratégia “ACCELERATE” e, em um primeiro momento, deve dar origem a um sedã 100% elétrico.

A estratégia inclui, por exemplo, uma nova geração de elétricos baseada na SSP - plataforma que nasce da fusão entre a MEB e a PPE.

O objetivo da marca? Entregar condução semiautônoma (nível 2+) e já sair de fábrica - desde o lançamento - com base tecnológica pronta para oferecer nível 4 (um dos mais altos entre os cinco níveis de condução autônoma).

Nos planos originais, essa nova família de modelos começaria a chegar em 2026 - com a produção apoiada em uma nova fábrica a ser construída em Wolfsburg. Porém, não apenas os carros foram adiados, como a própria nova planta está sendo reavaliada. O investimento em jogo é de 2 bilhões de euros.

Agora, a intenção do Grupo Volkswagen passa a ser produzir esses novos modelos nas instalações já existentes em Wolfsburg, mas colocá-los no mercado mais perto do fim da década (2028-29).

Fontes: Autocar e Automotive News Europe.

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