A produção do Mercedes-AMG One enfim saiu do papel depois de um desenvolvimento trabalhoso que empurrou para frente a estreia desse hipercarro - anunciado como o mais próximo que existe hoje de um “Fórmula 1 de rua”.
Isso se explica porque ele traz para as ruas o mesmo trem de força e a mesma tecnologia híbrida usados nos carros de Fórmula 1. E é justamente essa conexão direta com a categoria que sustenta o “nascimento” de cada Mercedes-AMG One no Reino Unido, onde fica a base da equipe Mercedes-AMG Petronas F1 Team.
Inglaterra no centro do projeto Mercedes-AMG One
Trem de força híbrido derivado da Fórmula 1
Para começar, o seu trem de força - formado por um V6 turbo de 1,6 litro e quatro motores elétricos - será fabricado pela Mercedes-AMG High Performance Powertrains, em Brixworth (Inglaterra), divisão responsável pelo desenvolvimento e pela produção dos motores dos carros da equipe de Fórmula 1.
Montagem final em Coventry com a Multimatic
Na sequência, o restante da montagem do Mercedes-AMG One acontece em Coventry, também na Inglaterra. Para viabilizar isso, a marca alemã firmou colaboração com a Multimatic para montar uma fábrica dedicada à produção de modelos em pequenas séries.
A produção do Mercedes-AMG One
A montagem do Mercedes-AMG One é artesanal e passa, ao todo, por 16 estações entre montagem e testes. De acordo com a Mercedes-AMG, mais de 50 especialistas participam do processo de construção de cada One.
Ao final de cada etapa, são feitas inspeções de qualidade baseadas em critérios previamente definidos, e tudo fica registrado ao longo da linha. Veja, em resumo, como funciona o processo de produção do One:
- Estação 1 a 4: montagem dos componentes mecânicos e de todos os elementos de alta tensão, além da instalação de partes essenciais do trem de força, incluindo os sistemas elétricos do veículo;
- Estação 5 a 6: montagem da bateria de alta tensão e das conexões de alta tensão, execução de testes no motor a combustão e nos motores/geradores elétricos, e ativação do veículo.
- Estação 7: montagem do interior;
- Estação 8: início da instalação dos painéis da carroceria, portas e painéis laterais traseiros;
- Estação 9: continuidade da montagem dos componentes externos: seção dianteira e seção traseira;
- Estação 10: montagem final dos painéis da carroceria;
- Estação 11: instalação das rodas e dos painéis do assoalho;
- Estação 12: alinhamento das rodas e ajuste dos faróis;
- Estação 13: teste de todos os modos de condução em um dinamômetro de rolos;
- Estação 14: quatro postos para avaliar ruído, vibração e aspereza e fazer acertos (se necessário);
- Estação 15: teste de chuva intensa;
- Estação 16: cabine de luz com inspeção visual de todas as superfícies e testes técnicos do funcionamento de todos os componentes.
Depois de encerrar todas as etapas acima, o Mercedes-AMG One ainda passa por um teste em pista, feito por um piloto de testes da Mercedes-AMG em um circuito próximo à fábrica.
Apenas com a aprovação do piloto é que o hiperesportivo alemão recebe “luz verde” para seguir em um caminhão fechado até a sede da Mercedes-AMG, em Affalterbach.
É lá que uma das 275 unidades do hipercarro - que já estão todas destinadas - será entregue aos respectivos proprietários.
Mercedes-AMG One ao pormenor
Falando nos “felizardos” que compraram o Mercedes-AMG One, alguns deles participaram recentemente de um evento promovido pela marca de Affalterbach no circuito de testes de Immemdigen, na Alemanha.
Entre os presentes estava o YouTuber Rana65556, que publicou um vídeo no qual dá para ver o hipercarro alemão com mais detalhes.
Entre as várias informações mostradas no vídeo, chama atenção a explicação de um técnico da Mercedes-AMG sobre o sistema de pré-aquecimento dos catalisadores.
Indispensável para que o motor vindo da Fórmula 1 atenda às normas de emissões, esse sistema aquece o catalisador por 50 segundos antes de liberar o funcionamento do motor.
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