O turbocompressor, ou simplesmente turbo, é uma tecnologia criada no começo do século passado com um objetivo bem claro: elevar a potência entregue pelos motores a combustão.
O primeiro uso prático dessa solução aconteceu na aviação militar, mas foi só questão de tempo até ela chegar ao ambiente em que ganhou fama de vez: o automóvel.
A seguir, você vai entender de forma simples e rápida como um turbo funciona, quais são as vantagens dessa tecnologia e que cuidados ajudam a preservar o conjunto.
O funcionamento básico de um turbo
De maneira direta, o turbo é um componente mecânico que aproveita a energia dos gases de escape do motor para aumentar a quantidade de ar que entra nas câmaras de combustão. Esse trabalho acontece principalmente em duas partes do turbo:
1. Turbina: é a área do turbocompressor por onde passam os gases de escape. A energia desses gases faz a turbina girar em altíssima rotação.
2. Compressor: o compressor é movimentado pela turbina - ambos são conectados por um eixo - e sua função é comprimir o ar atmosférico antes de enviá-lo para a câmara de combustão do motor.
Qual é o objetivo desta compressão do ar?
Ao aumentar a quantidade de ar na mistura, a combustão tende a ficar mais eficiente, o que se traduz em mais potência e melhor desempenho. Quanto maior a compressão do ar, maior a concentração de oxigênio - e, portanto, mais intensa é a combustão.
Na prática, ter um turbo no motor traz as seguintes vantagens:
1. Mais potência: o turbo permite que o motor entregue mais potência sem exigir aumento de tamanho ou de peso do conjunto.
2. Eficiência energética: com a tecnologia turbo, o motor pode ser mais eficiente no consumo de combustível, ajudando a reduzir emissões.
3. Melhor desempenho em altitude: o turbocompressor ajuda a compensar a menor densidade do ar em maiores altitudes, preservando o desempenho do motor.
Cuidados a ter com um motor turbo
Hoje, a tecnologia turbo está totalmente popularizada. Com exceção da maioria dos híbridos - e, naturalmente, dos veículos 100% elétricos - quase todos os automóveis à venda atualmente usam motores assistidos por turbo, seja em aplicações a gasolina (ciclo Otto) ou a diesel.
Dito isso, esses componentes já não são tão “sensíveis” quanto no passado, atingindo um nível de confiabilidade que seria impensável nas décadas de 80 e 90. Mesmo assim, alguns cuidados podem prolongar a vida útil desse componente.
Para começar, antes de exigir o máximo do motor, vale permitir que ele chegue à temperatura correta de funcionamento.
E mesmo quando o motor já alcançou a temperatura ideal (indicada no painel de instrumentos), é recomendável aguardar mais um pouco, porque o óleo leva mais tempo para aquecer - e ele é fundamental para a "boa saúde" do turbo.
Do mesmo modo, após uma condução mais intensa, é importante deixar o motor funcionando por um curto período antes de desligar, para que o turbo consiga resfriar de forma adequada.
Para auxiliar nesse resfriamento, alguns carros contam com uma bomba de óleo dedicada ao circuito do turbo, que continua operando mesmo depois de o motor ser desligado, ajudando a reduzir a temperatura do componente.
Por fim, é essencial usar óleo de qualidade. O turbocompressor trabalha sob temperaturas elevadas e depende de lubrificação correta. Por isso, use um óleo de motor de boa especificação e siga as recomendações do fabricante quanto aos intervalos de troca.
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