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BYD avança na Europa e pressiona Tesla em novembro, mostram dados da ACEA

Carro elétrico vermelho estacionado em área urbana próxima a estação de recarga.

A cada mês, o mercado europeu de veículos elétricos reforça uma tendência clara: enquanto a BYD mantém uma escalada forte, a Tesla continua a ceder espaço. Os dados mais recentes divulgados pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), referentes a novembro, praticamente eliminam qualquer dúvida.

BYD e Tesla: matrículas em novembro na Europa

Considerando o conjunto da Europa - incluindo União Europeia (UE), Reino Unido, Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein - a BYD emplacou 21 133 veículos em novembro, uma alta de 221,8 % na comparação com o mesmo mês do ano passado. No sentido oposto, a Tesla somou 22 801 matrículas, com queda de 11,8 % no mesmo recorte. Embora a diferença mensal ainda seja pequena, o movimento de fundo é claramente distinto.

União Europeia e acumulado do ano: contraste mais forte

No acumulado dos onze primeiros meses do ano, a BYD chega a perto de 160 000 matrículas na Europa, ante pouco mais de 42 500 um ano antes, o que representa crescimento de 276 %. A Tesla percorre o caminho inverso: aproximadamente 203 000 veículos registrados entre janeiro e novembro, uma retração de 28 % em relação ao ano passado.

Dentro da UE, o descompasso aparece de forma ainda mais evidente. Em novembro, a BYD registrou mais de 16 000 veículos, avanço de 235 % em 12 meses. Já a Tesla, por sua vez, cai 34 %. No acumulado do ano, a marca chinesa supera 110 000 matrículas na União, enquanto a Tesla recua para cerca de 129 000, contra mais de 210 000 um ano atrás.

Combinação de fatores

Essa desaceleração visível tem várias causas, e a primeira é económica. Com uma integração vertical muito avançada, a BYD controla melhor os custos e consegue oferecer modelos bem equipados a preços bem inferiores aos da Tesla. Num mercado europeu sensível a preço e bastante dependente de incentivos públicos, essa vantagem conta muito. As reduções de preço em sequência feitas pela Tesla soam mais como respostas defensivas, que enfraquecem a perceção de valor sem, de facto, fechar a distância para as montadoras chinesas.

A isso soma-se uma questão óbvia de imagem. As posições políticas muito polarizadoras de Elon Musk ajudaram a reduzir a atratividade da marca em diversos países europeus, justamente quando as vendas desabam na UE. Em contrapartida, a BYD aprofunda a sua presença local, com investimentos em produção europeia e uma absorção melhor do que o esperado das novas tarifas.

Por fim, a própria procura está a mudar. Os condutores europeus migram cada vez mais para uma oferta mais variada que combina elétricos e híbridos plug-in - um segmento em que a BYD está bem posicionada, ao contrário da Tesla. Como resultado, pela primeira vez em 2025, a fabricante chinesa conseguiu superar a Tesla num mês na Europa, sinal de um reequilíbrio que já está bem encaminhado.


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