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Guerra no Irã eleva a tensão e pode encarecer combustíveis na França, diz a ministra da Energia

Homem abastecendo carro cinza em posto de gasolina com jornal e mapa sobre balcão.

A ministra da Energia acabou de se pronunciar sobre o tema.

Filas nos postos e medo de falta de combustível

O início da guerra no Irã começa a provocar um clima de pânico entre consumidores na França. Aos poucos, já se veem filas em postos de gasolina: parte dos motoristas teme uma possível escassez de combustível, enquanto outros se preparam para uma alta nos preços.

Aumento de preços nos próximos dias

Nesta quarta-feira de manhã, a ministra da Energia, Maud Bregeon, participou do BFMTV-RMC e, como era esperado, foi questionada sobre o assunto. Segundo ela, é razoável prever “um aumento contido, limitado e, para o resto, isso depende da intensidade e da duração do conflito”. Para acalmar os ânimos, ela reforçou que não existe “nenhum risco de ruptura” no abastecimento, graças aos estoques e a importações diversificadas.

Diferenças entre postos e cautela com previsões

Ao abordar uma eventual elevação de preços, a ministra alertou: “Podemos esperar um aumento de alguns centavos, em média, nos próximos dias, com diferenças de um posto de gasolina para outro. Não dá para tirar uma conclusão absoluta sobre os aumentos de preço neste estágio. Eu tomo como ponto de partida uma semana atrás porque o mercado já tinha incorporado o que iria acontecer.”

Medidas do governo e poder de compra

Sobre possíveis ações do governo para sustentar o poder de compra das famílias, Maud Bregeon evitou se comprometer: “É cedo demais para falar disso. Assim que os trânsitos puderem ser retomados, esperamos que as coisas voltem ao normal.”

O contexto da guerra no Irã

Para lembrar, com a guerra no Irã, o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz - por onde passa perto de 20% do consumo mundial de petróleo - está praticamente paralisado. Esse cenário alimenta preocupações entre observadores.

Brent, projeções e a reação da Opep+

No momento em que estas linhas são escritas, o preço do barril de Brent, referência do setor, se aproxima de 84 dólares. O Eurasia Group, por sua vez, avalia “que, em caso de interrupção prolongada das entregas via Ormuz, o petróleo bruto poderia rapidamente subir até 100 dólares o barril (…) sobretudo em caso de ataques contra as instalações petrolíferas na região”. Esse patamar não era visto desde a invasão russa da Ucrânia, que causou um forte impacto na economia global.

Diante do pânico e, provavelmente, para tranquilizar os mercados, os integrantes da organização dos países exportadores de petróleo, a Opep+ - incluindo Arábia Saudita e Rússia - decidiram elevar suas cotas de produção neste domingo, levando-as a 206 000 barris por dia em abril do próximo ano. Mais detalhes sobre isso estão no nosso artigo anterior, aqui.

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